Uma revista para todo o Corpo de Cristo · Nº 62 |
JOVENS O querer e o fazer Harry Foster |
O oboé é um instrumento musical pouco comum, e difícil de tocar, mas os pais do pequeno Leão tinham razões muito especiais para desejar que ele aprendesse a tocá-lo. O desejo deles haviam começado em um desejo do avô, que eles fizeram seu com entusiasmo. Leão era ainda um menino, mas já tinha mostrado sinais de vocação musical. O problema era como interessá-lo suficientemente para aceitar a disciplina e os esforços necessários para converter-se em um bom oboísta. Eles sentiam que para sê-lo, devia primeiro desejá-lo. O pai de Leão era também um músico virtuoso; e de fato, ele dirigia a orquestra no Teatro da Ópera. O que ocorre é que em muitas óperas o oboé tinha partes solistas, e foi isto o que deu ao pai uma idéia. Meditando sobre o assunto, concebeu um plano que, para funcionar, requereria de sua própria orquestra e da mãe de Leão. E era assim: Sempre que houvesse um solo de oboé no programa, o pequeno seria levado à ópera. Quando fosse tocada a parte do oboé, a sua mãe faria centrar a sua atenção ali. No princípio ele não o captava bem, mas paulatinamente foi reconhecendo claramente o instrumento, e quando conseguia identificá-lo, sentia-se feliz de poder fazê-lo. Com o passar do tempo, Leão melhorou mais e mais. Finalmente, já não necessitava da ajuda de sua mãe, pois orgulhosamente ele o distinguia assim que ouvia o oboé. Assim passaram meses de constantes visita a ópera, nem tanto para ouvir o resto da música, mas pelo oboé, que o moço estava aprendendo a apreciar e desfrutar. De fato, o instrumento estava se tornando um dos interesses principais de sua vida. Agora, pensou seu pai, era tempo de dar o próximo passo. Assim, em uma ocasião em que se mencionava o instrumento, perguntou a Leão: «Você gostaria de aprender a tocar o oboé?». É obvio! Disse Leão que quase não podia responder pela excitação. Era o que mais gostaria! Era tão grande a sua alegria, que já não podia pensar em outra coisa que não fosse tocar o oboé. Assim que as lições começaram. Não foi fácil. O seu desejo de aprender requereu dedicação e constante exercício. Mas de algum modo o trabalho parece mais fácil quando você quer fazê-lo. Assim, ao seu devido tempo, Leão não só aprendeu a tocar, mas também se transformou de fato em um bem-sucedido oboísta. Tudo se tornou possível uma vez que ele quis fazê-lo, e seu pai tinha trabalhado com muita sabedoria para conseguir que ele o desejasse, antes de trabalhar para conseguir que o fizesse. Dessa maneira, o desejo familiar se converteu em uma realidade. Esta é uma história real, e constitui uma boa ilustração para explicar o texto que diz: «Porque Deus é o que produz em vós tanto o querer como o fazer, por sua boa vontade» (Fil. 2:13). O nosso Pai celestial tem um plano para as nossas vidas, tal como o pai de Leão o tinha para o seu moço. E ele também começa despertando em nós um desejo de fazer a Sua vontade. Ele trabalha em nós e «produz o querer...». É por isso que nós como cristãos lemos a Bíblia. Ali vemos como o Senhor Jesus viveu, e quanto mais lemos, mais vamos nos identificando com ele, apreciando e desejando, finalmente, ser como ele é. Quando Deus despertou em nós o desejo de ser como Cristo, então pode trabalhar em nós para converter em realidade esse desejo. Quando Leão quis tocar o oboé, deu o primeiro passo para consegui-lo. Este primeiro passo teve que ser seguido de muitos outros, porque não era suficiente com apenas «querê-lo»: teria que «fazê-lo». Muitos cristãos querem ser como Cristo, mas não avançam nas lições da vida diária que tornarão possível neles tal semelhança. Nosso Pai celestial deseja nos ensinar estas lições e operará a sua vontade em nós, se é que realmente queremos que ele o faça. Traduzido do «Witness and A Testimony». |