"Santificado
seja o teu nome... Santificai a Deus o Senhor em vossos corações
Pai, glorifica o teu nome
Eu te glorifiquei na terra"
(Mt. 6:9; "De maneira que se um membro padece, todos os
membros padecem com ele, e se um membro recebe honra, todos
os membros com ele se alegram" (1ª Cor. 12:26).
A
maior parte daqueles que tem vivido alguns anos na fé
de nosso Senhor Jesus Cristo, tem a experiência de sofrer
junto ao amado irmão ou irmã em Cristo que padece,
seja por um acidente, enfermidade ou qualquer outra desgraça
desta vida. De igual modo compartilhamos a alegria dos nossos
irmãos quando somos abençoados com algum dos muitos
favores do nosso Deus. É algo que flui naturalmente quando
temos a consciência de que somos filhos de Deus, membros
da maravilhosa família celestial.
Entretanto,
devemos reconhecer que costumamos aplicar estas palavras só
com respeito ao nosso contexto congregacional imediato, e com
isso nos esquecemos do resto do corpo de Cristo.
Não
devemos esquecer que no Novo Testamento as Igrejas são
locais. A igreja em Éfeso foi repreendida por circunstâncias
bem distintas do que foram as outras Igrejas da Ásia.
Éfeso era uma cidade, e o Senhor avaliou (e repreendeu)
às Igrejas como um todo dentro da sua respectiva cidade
conforme é registrado claramente nos capítulos
2 e 3 de Apocalipse.
É
certo que as circunstâncias atuais diferem muito de como
os primeiros cristãos viviam a sua fé de acordo
como o que vemos no Novo Testamento, (a história não
joga a nosso favor quanto à unidade local dos filhos
de Deus, tem-se entendido a unidade cristã como um acordo
quanto à fé e prática que se herda segundo
a denominação ou corrente na qual fomos criados),
não obstante, cremos que no tempo presente, o próprio
Deus, de forma soberana, quer dizer, acima de todo projeto humano,
irá pondo em situações em que necessitemos
da cooperação, o apoio ou do socorro de outros
membros do corpo de Cristo em cada localidade.
Amadurecendo
Permita
o Senhor que tenhamos amadurecido alguma coisa depois de séculos
de separação. Que o Espírito do Senhor
nos ajude a diferenciar entre o que é essencial e o secundário.
O essencial é a pessoa e obra de nosso Senhor Jesus Cristo.
As Sagradas Escrituras do princípio ao fim revelam o
Deus santo e amoroso que nos enviou um poderoso Salvador para
'ré unir-nos' com ele. O secundário são
as formas pelas quais inconscientemente nos agarramos. Cada
um de nós aprendeu uma forma de orar, uma forma de adorar
ou de governar a igreja, mas elas não são mais
do que isso, 'formas', maneiras, costumes. E não é
precisamente um sinal de maturidade nos agarrar às 'nossas
formas' em detrimento do essencial.
Enfatizemos,
por um momento, o que nos une como irmãos em Cristo:
Um mesmo precioso sangue nos lavou de todos os nossos pecados!
Um mesmo Salvador, Jesus Cristo, que vive intercedendo por nós
à mão direita da Majestade nas alturas! Um só
e mesmo Espírito foi derramado em nossos corações,
e continuamente nos consola nos recordando as riquezas que temos
como filhos do Deus vivo e verdadeiro! Somos homens e mulheres
que temos uma bendita experiência em comum: nascemos de
novo, somos crentes que confessamos o santo nome de nosso Senhor
Jesus Cristo e esperamos o seu glorioso retorno.
Você
pode orar ou cantar diferente de como eu faço, pode servir
e/ou entender o governo da congregação de uma
maneira distinta do que a minha, mas tudo aquilo não
são mais que pequenas diferenças, comparadas com
a grandeza do Deus e Salvador que nos une.
Cristo
em cada irmão
Podemos
nos amar com amor íntimo, com o Seu amor que nos inunda
(Rom. 5: 5), podemos respeitar com paciência aquelas pequenas
diferenças históricas e reconhecer que o nosso
Deus está nos ordenando "sendo hospitaleiro uns
aos outros" no coração (1ª Ped. 4:9).
Podemos aprender uns dos outros com humildade, compartilhando
a medida de graça que recebemos do nosso Senhor (Rom.
12:3-6). "Cristo habita pela fé em nossos corações",
ensina Paulo, e acrescenta que necessitamos de todos os santos
para compreender a Sua grandeza (Ef. 3:17-18).
Cristo
é demasiadamente maravilhoso para que só um indivíduo
ou grupo em particular possa conhecer e expressar-lhe na sua
plenitude. Lendo o Novo Testamento podemos dizer que conhecemos
e temos nos nutrido do Cristo de Mateus, do Cristo de Marcos,
Lucas, João, Pedro e Paulo. Do mesmo modo, hoje necessitamos
do "Cristo que está se formando em cada irmão"
(Gál. 4:19), e, com maior razão, no irmão
que temos mais próximo, em nossa vizinhança e
em nossa própria cidade.
Muitas
vezes temos boas e frutíferas relações
com irmãos de outros lugares, mas eles não conhecem
como somos e como vivemos.
A
realidade do nosso testemunho para o mundo será a unidade
e/ou a comunhão que pratiquemos com os santos com quem
vivemos em nossa cidade, além do nosso contexto congregacional
imediato. Então "o mundo verá", será
testemunha do nosso amor de irmãos em Cristo, e finalmente
o próprio Senhor verá com agrado como a sua vontade
se cumpre nos que são dele (Ef. 4: 1-4; Jo. 13:34-35;
Jo. 17: 21).
O
fruto que vem
Quantas
coisas poderíamos obter se tão somente orássemos
uns pelos outros? Você ora somente pelo bem do seu próprio
serviço ao Senhor? Você pode pronunciar bênçãos
também para outros servos do Senhor de toda a sua cidade?
Quão apoiados se sentiriam muitos irmãos, nas
distintas tarefas que o Senhor lhes encarregou, se a 'igreja
na cidade' estivesse orando por eles? Qual seria o fruto diante
do Senhor?
O
desafio é grande, os temores muitos, mas a verdade segue
sendo que também prestaremos conta diante do Senhor de
como nos relacionamos com os nossos irmãos em Cristo
na cidade onde residimos. Muitas feridas devem ser curadas.
Devemos muito amor aos outros, e tal dívida deve ser
paga.
Que
a graça do Senhor nos ajude.