Os
que edificavam o muro, os que conduziam, e os que carregavam,
com uma mão trabalhavam na obra, e na outra tinham a
espada. Porque os que edificavam, cada um tinha a sua espada
à cinta, e assim edificavam; e o que tocava a trombeta
estava junto a mim. E disse aos nobres, e aos oficiais e ao
resto do povo: A obra é grande e extensa, e nós
estamos separados no muro, longe uns dos outros (Nee.
4:17-19).
Nesta
passagem temos o princípio do trabalho em equipe. Aqui
estão os irmãos trabalhando juntos no muro, e
Neemias está com eles. Ele era um homem muito prático.
Se você retornar ao primeiro capítulo do seu livro,
verá que quando ele ouviu que as coisas não estavam
indo muito bem em Jerusalém, ele se sentou, chorou e
lamentou; jejuou por alguns dias e se levantou. Em seguida foi
fazer a obra.
Neemias
não ficou somente orando, chorando e lamentando, mas
se levantou e trabalhou. Necessitamos homens práticos
na igreja; necessitamos do ministério prático
de todos os santos.
Creio
que nunca houve tanto conhecimento como o que há em nosso
tempo. Na história da igreja, vemos que o século
passado foi o século em que o Senhor trouxe mais conhecimento
da Palavra de Deus. Então, estamos cheios de conhecimento.
Necessitamos
a erudição da Palavra, e também necessitamos
a prática. Neemias diz que junto a ele estava o que tocava
a trombeta. Então, necessitamos pessoas práticas,
e também necessitamos ao nosso lado aquele que toca a
trombeta.
O
que faz a obra e o que toca a trombeta estejam juntos. Se o
que toca a trombeta estiver só, os irmãos vão
estar cheios de conhecimento, vão estar envaidecidos,
mas não vão edificar nada, porque a ciência
incha, mas o amor edifica. Então, necessitamos dos dois
ministérios.
Um
homem prático
Existe
outro exemplo na palavra do Senhor, em Atos capítulo
4. Aqui vemos outro homem prático: «E a multidão
dos que tinham crido era de um coração e uma alma;
e nenhum dizia ser seu próprio nada do que possuía,
mas tinham todas as coisas em comum .... Assim não havia
entre eles nenhum necessitado; porque todos os que possuíam
herdades ou casas, vendiam-nas, e traziam o preço do
que vendiam, e o punham aos pés dos apóstolos;
e se repartia a cada um segundo a sua necessidade. Então
José, a quem os apóstolos puseram por apelido
Barnabé ... como tinha uma herdade, vendeu-a e trouxe
o preço e o pôs aos pés dos apóstolos».
Barnabé
era um homem prático. Ele via que havia irmãos
necessitados, e então foi e vendeu a sua propriedade,
e depositou o preço aos pés dos apóstolos
para ser repartido aos que tivessem necessidade.
Você
quer o ministério prático de todos os santos?
Se tiver uma boa condição financeira, você
pode ser bastante prático. O Senhor tem te abençoado
de maneira prática. Imagine que o Senhor só te
desse sonhos de que você iria ter muito dinheiro. Você
gostaria que Deus te desse esse sonho, e que alguma vez fosse
realizado? Você gostaria que esse sonho fosse evidente.
Deus é muito prático, ele não te dá
dinheiro virtual; te dá dinheiro real. Então você
tem que ser prático e real. Se eu tiver uma casa grande,
essa casa não é só para o meu deleite.
Essa casa é para o reino de Deus, é para hospedar
os irmãos, para receber aqueles que vão ser evangelizados.
Essa casa é uma casa de oração, é
uma casa que recebe ao Senhor, e recebe a todos quantos o Senhor
envie ali. A sua casa é assim?
Uma
casa em Betânia
Há
uma casa na Bíblia que se transformou em uma figura da
casa do Senhor. Era uma família simples. E vemos que
o que se destacava agora já não era Jerusalém,
mas sim a casa de Lázaro, Marta e Maria. Aonde o Senhor
ia dormir? Ele dormia em Jerusalém? Não. Essa
casa se tornou referencial, porque ela recebia sempre o Senhor.
Então, quem recebe a aquele que Deus envia, recebe ao
próprio Senhor. «...quando o fizestes a um destes
meus irmãos mais pequenos, a mim o fizestes», assim
disse o Senhor.
«E
entrou Jesus no templo de Deus, e lançou fora a todos
os que vendiam e compravam no templo, e derrubou as mesas dos
cambistas, e as cadeiras dos que vendiam pombas; e lhes disse:
Está escrito: A minha casa, será chamada casa
de oração; mas vós a tens feito covil de
ladrões ... Mas os principais sacerdotes e os escribas,
vendo as maravilhas que fazia, e os meninos aclamando no templo
e dizendo: Hosana ao Filho de Davi! Indignaram-se, e lhe disseram:
Ouve o que estes dizem? E Jesus lhes disse: Sim; nunca lestes:
Da boca dos pequeninos e dos que mamam tiraste o perfeito louvor?
E deixando-os, saiu para fora da cidade, para Betânia,
e pousou ali» (Mat. 21:12-17).
O
Senhor deixou aquele templo que tinha sido construído
para ele. Daniel teve a visão de que o tempo da reconstrução
tinha chegado, porque o reino de Deus ia chegar. O reino de
Deus estava representado na pessoa do Messias. Então
Daniel pensou: O templo deverá ser reconstruído,
porque o Messias vai entrar no templo. E de fato, o Messias
veio e entrou no templo. Mas aquela não pôde ser
sua casa. E ele, tendo observado tudo, saiu dali e foi-se para
Betânia. E Betânia é a sua casa.
Por
quê? Porque João diz: «Mas a todos quantos
o receberam ... deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus».
Quando o Senhor chega a Betânia, Lucas diz que naquela
aldeia havia certa mulher chamada Marta. Até esse momento,
ela era uma certa mulher, nada mais. Mas ela recebeu o Senhor
em sua casa, e a partir de então, ela não é
mais uma simples mulher; agora é uma mulher especial.
Em sua casa, o Senhor vai formar a sua própria casa.
No
evangelho de João capítulo 12, vemos a casa do
Senhor. Maria está assentada aos pés do Senhor,
e derrama ungüento sobre os seus pés. E diz que
Marta servia e Lázaro estava sentado à mesa. Os
judeus vieram para aquela casa por causa do testemunho da ressurreição
de Lázaro. Eles não vieram só por causa
do Senhor Jesus.
Vemos
a casa ali, uma casa amada do Senhor. «E amava Jesus a
Marta, a sua irmã e a Lázaro» (João
11:5). Aqui está o coração do Senhor Jesus
a respeito dessa casa. Marta aqui é uma pessoa transformada.
Parece que as coisas se inverteram. No princípio, Maria
estava aos seus pés, pois era uma mulher com mais devoção.
E Marta, uma mulher muito prática, amava muito ao Senhor,
e queria fazer tudo para agradar ao Senhor. No começo
ela estava errada; pois o princípio correto ali é
que o Senhor fosse a cabeça da casa, mas Marta era a
cabeça. No entanto, ela foi transformada, submeteu-se
ao Senhor, a sua casa pôde ser uma bênção,
e o Senhor pôde dar testemunho dela. Então passou
para o primeiro lugar: «Jesus amava a Marta, a Maria e
a Lázaro».
Vasos
de barro, não de cristal
Nós
também precisamos aprender a ser práticos. Necessitamos
a erudição, a devoção, mas também
a prática. Nós temos uma casa bonita, e nosso
prazer é falar disso a todas as pessoas. Compram uma
poltrona nova e a põe na sala; em seguida colocam um
pano sobre ele para que não se suje. Vamos visitar esse
irmão, e não sabemos se nós podemos sentar
nesse sofá ou não. Foi colocado ali para sentar
ou é só para adorno?
Há
casas assim, que estão cheias de adornos. Nunca é
usado esse sofá, e temos que nos sentar em outro lugar.
Não podemos desfrutar da casa do irmão. E têm
essas taças de cristal... Há irmãos que
no dia do seu casamento receberam de presente taças de
cristal e as põem em um móvel para usá-las
em uma ocasião especial. Então vêm muitos
irmãos em sua casa, e eles não se dão conta
que chegou a ocasião especial, e trazem para os irmãos
os copos de vidro, porque poderiam quebrar aquelas taças.
Por
isso é que nós somos vasos de barro. O Senhor
não nos fez vasos de cristal, mas sim de barro. O vaso
de barro pode ser usado em qualquer ocasião. E caso quebre,
o Senhor o leva para a casa do oleiro, põe-no na roda
e o reconstrói.
As
pessoas conhecem muitos obreiros que quiseram acertar e erraram.
Falharam tentando servir, gastaram as suas vidas, mas se equivocaram,
e se quebraram. Mas eles clamaram à misericórdia
do Senhor, ele tomou de novo, levou-os para a casa do oleiro
e fez um vaso novo, um vaso vivo, cheio do Espírito Santo,
cheio do tesouro de Deus. Esse tesouro está em vasos
de barro, não em vasos de cristal.
Quando
os irmãos chegam a sua casa, vocês têm que
lhes servir, tem que lhes dar o melhor. Então somos vasos
de barro, para a glória do Senhor. Aleluia! Muitos irmãos
do passado não nos teriam deixado nenhum legado se tivessem
sido vasos de cristal. Mas como eram vasos de barro, expuseram
as suas vidas em toda parte.
Conhecemos
a história de Davi Brainerd. Ele foi evangelizar os índios
nos Estados Unidos, e dormia à intempérie, no
meio do bosque. Era muito jovem quando foi, mas quando retornou
tinha vinte e quatro anos, e tinha uma noiva com a qual ia se
casar. A tinha deixado para ir a essa missão. Retornou
doente, e morreu nos braços dela. Ele gastou a sua vida.
Era um vaso de barro, mas o Senhor registrou na eternidade aquilo
que ele fez. No Dia do Senhor, ele vai receber a sua recompensa.
Daniel
não pôde sair da Babilônia para Jerusalém.
Ele era muito jovem quando foi para a Babilônia. Ele era
zeloso do Senhor, tinha um coração para Deus.
Quantos jovens hoje têm um coração para
Deus, que estão dispostos a gastar as suas vidas para
o Senhor? Daniel ficou na Babilônia, mas ele orava todos
os dias, três vezes ao dia, olhando para Jerusalém.
Ele queria ver novamente a glória do Senhor, e pagou
o preço orando. Quando ele foi deportado para a Babilônia,
talvez tivesse uns quinze anos. Mas agora tinha mais de setenta
anos, e estava sem forças. Já não podia
retornar para Jerusalém e cooperar com o ministério
junto com Neemias. Mas o Senhor disse: Vê, Daniel,
e descansa, porque a sua recompensa te será dada no fim
dos dias. Então Daniel já tinha a sua recompensa,
porque ele amava ao Senhor, e o Senhor amava a Daniel: «E
me disse: Daniel, varão mui amado...» (Dn. 10:11).
Irmão,
Daniel gastou a sua vida na oração; ele não
teve a sua vida por preciosa. Talvez tenha dormido muito pouco,
gastando a sua vida em oração. Ele desejava que
Jerusalém voltasse a ter a glória do Senhor.
Deus
de impossíveis
O
mais importante não é o tamanho da casa. Vemos
no livro de Ageu que a maior coisa ali é a glória
do Senhor da casa. E nós damos graças a Deus pela
promessa de que a glória deste tempo será muito
mais excelente que todas as glórias já vista em
toda a Bíblia. Vocês crêem nisso?
O
Senhor é um Deus que faz coisas impossíveis. Sei,
porque era impossível que eu me convertesse. É
um milagre estar aqui. Eu creio que para todos nós era
impossível. Mas o Senhor salvou os impossíveis!
E agora, por mais impossível que sejamos não podemos
resistir a mão do Senhor. O Senhor trabalha conosco.
Damos graças a Deus pelo ministério do Senhor
em nossas vidas.
Deus
é prático. A partir de hoje, a sua casa nunca
mais vai ser apenas uma vitrine para mostrar que você
tem aquilo. Gasta-a na obra do Senhor, porque isso vai se transformar
em um tesouro nos céus. Gloria ao Senhor!
Transformando
o dinheiro em riquezas celestiais
Em
Atos capítulo 4 vimos que Barnabé era um homem
prático, que transformou o seu dinheiro em riquezas celestiais.
Temos
um testemunho dado pelo irmão Aniceto, um dos anciões
com quem caminhamos juntos durante vinte e seis anos. Ele contou
a história do irmão Jair. Um dia o irmão
Jair vendeu a sua casa e chegou a Curitiba com o dinheiro e
o pôs aos pés do Aniceto. Ele queria cumprir toda
a palavra do Senhor, mas não sabia o que fazer com o
dinheiro, tanto que lhe disse: Toma-o e compra outra casa.
Esse irmão ganhou na terra e também ganhou nos
céus. O Senhor lhe devolveu aqui o que era dele, e também
fez registro nos céus a favor dele.
Vimos
que Neemias era um homem prático, e que a seu lado tinha
um que tocava a trombeta. Os homens práticos não
podem andar sem os que tocam a trombeta, e os que tocam a trombeta
não podem andar sem os homens práticos; se não,
a igreja vai ter muitas deficiências.
Em
Atos 11, nós vemos que o Senhor uniu a Paulo com Barnabé.
Paulo era um homem erudito e Barnabé era um homem muito
prático, e o Senhor uniu a ambos.
«Chegou
a notícia destas coisas aos ouvidos da igreja que estava
em Jerusalém; e enviaram a Barnabé que fosse até
a Antioquia. Este, quando chegou, e viu a graça de Deus,
regozijou-se, e exortou a todos que com propósito de
coração permanecessem fiéis ao Senhor.
Porque era homem bom, e cheio do Espírito Santo e de
fé» (Atos. 11:22-24).
Barnabé
possuía bens, e não só isso, ele era também
um homem de coração bondoso. Mas há uma
diferença entre Barnabé e uma pessoa rica deste
mundo. Um irmão muito rico não é suficiente;
ele pode ter muitos bens, mas necessita algo mais, o que Barnabé
tinha: ele era «cheio do Espírito Santo e de fé.
Isto faz a diferença.
Às
vezes, nós estamos cheios de bens, temos muitas propriedades,
temos bastante dinheiro, mas não somos cheios do Espírito
Santo e de fé. E quando somos cheios do Espírito
Santo, podemos ter todas as coisas, mas não estamos cheios
de todas as coisas. No entanto, estamos cheios do Espírito
Santo e estamos cheios de fé, cheios de fé para
pôr tudo em prática, cheios de fé para repartir.
Havia
um irmão em Curitiba que recebeu muito do Senhor, e ele
nos disse que tinha o ministério de repartir, como diz
em Romanos: «O que reparte, com liberalidade». Então
ele disse: Irmão, eu quero repartir. Disse-lhe:
Você tem o ministério de repartir, mas de
repartir o que? O ministério de repartir é repartir.
Se você tiver dinheiro, tem propriedades, então
reparte, e estará cumprindo o seu ministério.
Quando você reparte, isso vai se multiplicar. O
irmão nunca cumpriu isso, e perdeu tudo.
Precisamos
saber o que é o que o Senhor exige de nós. Não
basta que tenhamos as coisas. Se estivermos vazios por dentro,
vamos nos encher dessas coisas; mas se estivermos cheios do
Espírito Santo, temos tudo, mas não possuímos
nada. Há irmãos que uma vez tiveram tudo, sustentaram
muitos irmãos na obra; mas quando partiram com o Senhor
não tinham nada, porque eles deram tudo para o Senhor.
Precisamos
ser cheios do Espírito Santo e de fé. Às
vezes pensamos que há muitas coisas que têm que
ser restauradas. Sabe o que precisa ser restaurado? A fé
para ver como Deus vê. Necessitamos fé para crer
no que o Senhor Jesus diz: «Edificarei a minha igreja,
e as portas do Hades não prevalecerão contra ela».
Só assim vamos poder edificar a igreja, porque o Senhor
diz que vai edificá-la. Isso é o que cremos. Precisamos
estar cheios de fé. Se estivermos cheios de fé,
seremos muito práticos e vamos permitir que o Senhor
opere através de nós.
«E
uma grande multidão se uniu ao Senhor» (Atos 11:24).
Esta multidão se uniu a Barnabé? A quem se uniu?
Ao Senhor! Barnabé era um homem cheio do Espírito
Santo e de fé, estava cheio de bens, mas as pessoas não
se uniram a Barnabé, mas ao Senhor. É necessário
ser cheios do Espírito Santo e de fé para que
as pessoas se unam ao Senhor.
Trabalho
em equipe
«Depois
foi Barnabé para Tarso para procurar a Saulo; e achando-lhe,
trouxe-lhe para Antioquia. E se reuniram ali durante um ano
com a igreja, e ensinaram a muita gente...» (Atos 11:25-26).
Embora
Barnabé fosse cheio de fé e do Espírito
Santo, e muita gente se uniu ao Senhor, isso ainda não
foi suficiente para que Cristo fosse revelado e formado naquela
igreja. E o que fez Barnabé? Ele era um homem prático,
mas necessitava de Paulo, um erudito que tinha conhecimento,
tinha revelação de Cristo. Então, quando
Barnabé viu Paulo, foi como se ele tivesse visto Cristo,
e partiu para Tarso para buscá-lo para completar essa
obra.
Aqui
vemos o trabalho em equipe. Você quer dar fruto, mas só
tem um talento. Se una a outro, então vão ser
dois talentos, e isso pode se multiplicar. Você não
tem que se associar com aquele irmão que você gosta
muito. Se você gostar muito de erudição,
procurará alguém com muita erudição;
ambos vão ficar em algum canto estudando a Bíblia
e nunca vão fazer nada. Então, procura um irmão
prático e vincula-te com ele.
Se
você gostar da erudição, e estuda tanto
que nem sequer pode abraçar os irmãos, lês
tanto a Bíblia que não pode nem visitar um irmão,
una-te a alguém que visita muito os irmãos, ou
quem gosta muito de pregar o evangelho. Precisamos formar equipes;
se não, somos mancos. O corpo tem que funcionar como
corpo.
Existe
uma experiência interessante em 2 Samuel 18:19-29, que
podemos receber ajuda. Joabe enviou um homem para levar uma
mensagem, e outro também quis fazê-lo, e correu
adiante daquele que tinha a mensagem. E quando chegou, o rei
lhe perguntou: Que notícias traz de Absalão?,
a resposta foi: Eu não sei as notícias,
aquele que vem atrás é que as traz.
Irmãos,
precisamos caminhar juntos. Às vezes corremos primeiro.
Somos práticos, queremos que ocorram logo as coisas,
vamos adiante, e quando chegamos lá, não sabemos
o que fazer, porque a mensagem está com aquele que vem
atrás.
O
que devemos fazer irmãos? Às vezes os práticos
correm muito; é necessário que eles estejam ao
lado de alguém que tenha o conhecimento, para saber o
que fazer. Os levitas queriam fazer tudo no tabernáculo,
mas não sabiam como fazê-lo, necessitavam o plano
do tabernáculo; precisavam saber a ordem que foi dada
por Deus, precisavam ter conhecimento das palavras de Deus.
Graças
a Deus, o Senhor está nos ensinando a andar em equipe.
Não andem sozinhos; andem sempre juntos. O Senhor enviou
sempre de dois em dois. Havia um jovem que foi evangelizar sozinho.
Ele disse: vou evangelizar em uma casa de prostituição,
e pregou para a primeira prostituta. Ela o olhou e lhe disse:
Aí, meu querido, e pregou o seu evangelho
para ele. Ao invés de ganhar a prostituta, ela ganhou
a ele. Nunca andem mais sozinho. Vão sempre juntos, vão
em equipe.
O
casal e a família
O
marido e a esposa é uma equipe. A sua esposa tem que
andar contigo. Nós temos grandes dificuldades para ouvir
as nossas esposas. Elas são umas bênçãos.
Quando nos precipitamos, elas nos seguram. No Brasil há
um dito: O homem é como o acelerador do automóvel,
e a mulher é o freio de mão. Ele acelera
muito, e a opção dela é puxar o freio de
mão. Nossa mulher é uma bênção.
Graças a Deus!
Minha
esposa está aqui; ela sabe que é verdade o que
estou dizendo. Mas nós não gostamos de ouvir muito;
somos prepotentes. A esposa nos diz algo, mas por causa do nosso
orgulho não a ouvimos. Ah, eu sou o ungido do Senhor.
Não se pode tocar no ungido; vai ser queimada pelo fogo
do Senhor. Irmãos, estou falando isso porque eu
vivi isto. Eu dizia: Está escrito em Efésios
capítulo 5: Mulheres sejam sujeitas aos vossos maridos.
Então tem que ficar calada diante de mim.
Se
ela fica calada diante de mim, estarei jogando fora a primeira
ajuda que Deus me deu. Não há ninguém mais
sincera em minha casa que a minha mulher. Nenhum dos irmãos
se atreve a me dizer: Você é soberbo.
Mas a minha esposa me diz isso. Eu resisto, e fico nervoso.
Como pode falar isso com um santo de Deus? Eu sou humilde!.
Depois me ponho a orar, e digo: Senhor, estamos só
nós aqui. É verdade o que ela disse; só
entre nós?
Os
maridos têm que amar as suas mulheres como Cristo amou
a igreja. Cristo ouve a voz da sua noiva. Se você ler
em Cantar dos Cantares de Salomão, vai ver que o Senhor
está ouvindo a voz da sua esposa. O matrimônio
é a expressão de Cristo e a igreja. O Senhor quer
mostrar a este mundo o que é Cristo e a igreja. Quando
alguém vai a sua casa, o Senhor quer mostrar: Olhe,
aqui está Cristo e a igreja. Então, ali
em Cantares, o marido ouve a voz da esposa e a esposa ouve a
voz do marido, e ambos se complementam.
No
judaísmo era diferente; mas a igreja não é
o judaísmo. No judaísmo, a mulher tinha que estar
calada completamente, e o homem fazia o que queria. Mas hoje
em dia não. O matrimônio é a imagem de Cristo
e a igreja, ambos se complementam, ambos trabalham juntos. É
uma equipe, uma equipe imbatível. Eles têm que
manter a unidade, tem que estar firmes na fé, e a unidade
do casal vai fazer que os filhos se sujeitem, vai fazer que
os filhos, olhando esse exemplo de Cristo e a igreja, sejam
transformados.
O
Senhor quer trabalhar conosco, para que os nossos filhos também
vejam o exemplo. Havia uma educadora alemã a qual alguém
lhe perguntou qual era a melhor forma de educar os filhos. Ela
disse: Há três formas de educá-los:
a primeira é pelo exemplo; a segunda, pelo exemplo, e
a terceira, pelo exemplo. Então, temos que ser
um exemplo de Cristo e a igreja, e assim vamos ter a nossa família
no Senhor.
Se
o Senhor está falando este assunto é porque ele
quer lhes abençoar. O Senhor quer que vocês sejam
uma equipe em seu lar. Você e seu marido, uma equipe.
E o Senhor vai acrescentando os filhos, e a equipe cresce. Depois
o Senhor acrescenta outras famílias para ver esse testemunho,
e a igreja vai crescendo.
Nós
não só podemos louvar aqui, aqui nós estamos
dançando maravilhosamente. A sua esposa está te
olhando dançar; mas em sua casa não é assim.
Ali você não dança, ali você a faz
dançar. Irmãos, nós não podemos
ir para a reunião com hipocrisia. Necessitamos da reconciliação.
Os maridos precisam pedir perdão às suas esposas,
pedir perdão aos seus filhos, e as esposas precisam perdoar
e também pedir perdão aos seus maridos e pedir
perdão aos seus filhos.
Eu
não sabia educar os meus filhos; mas pensava que sabia.
No ano de 1995, o Senhor visitou a mim e a minha esposa e nos
pôs diante de todos os enganos que cometemos contra os
nossos filhos. Nós estávamos cheios do Espírito
Santo, e quando chegamos em casa chamamos os nossos filhos,
ajoelhamo-nos, pedimo-lhes perdão e lhes pedimos que
orassem por nós. Eles oraram e nos perdoaram. Em 1998
o Senhor nos visitou poderosamente; nossos filhos foram cheios
do Espírito Santo e o Senhor fez uma grande obra em suas
vidas.
Eu
pensava que sabia educar os meus filhos, tinha a minha própria
justiça. Eu conhecia a Bíblia, e lhes impunha
que praticassem; mas eu precisava dar o exemplo. Eles me pediam
perdão, mas eu nunca lhes pedia perdão.
Um
dia falei muito asperamente a uma das minhas filhas; ela me
olhou com os olhos arregalados, assustada, e saiu. Não
pude me retratar porque saiu muito rápido, e estive o
dia inteiro intranqüilo. Ela tinha saído com alguns
jovens, e quando retornou para casa de noite, foi se deitar.
Eu tinha vergonha de vê-la para me retratar, mas tinha
que fazê-lo. Então fui ao seu quarto. Ela estava
com a cabeça coberta, e eu, com muita suavidade, a descobri,
olhei nos seus olhos e lhe pedi perdão.
É
muito difícil tomar a cruz por causa do orgulho e se
humilhar diante dos seus filhos; mas o Senhor tem que fazer
essa obra em nossos corações. Nós precisamos
estar em harmonia com os nossos filhos; os maridos precisam
estar em harmonia com as suas esposas, e as esposas precisam
estar em harmonia com os seus maridos.
Síntese
de uma mensagem ministrada no Retiro de Rucacura, em janeiro
de 2007.