O matrimônio maior

01Poucas histórias são tão típicas de Cristo como a de Isaque. E dentro de sua história, um dos fatos mais belos é o seu matrimônio com Rebeca. Ali vemos Isaque como o objeto preferencial e único dos afetos de seu pai, e como herdeiro de tudo. Entretanto, ele está incompleto, pois não tem esposa.Por isso, Abraão se prepara para celebrar as bodas de seu filho. Assim também Deus prepara as bodas de seu Filho, que é o objeto preferencial de sua atenção.

Abraão, então, envia o seu principal criado, Eliezer à sua terra e à sua parentela. Ali acha a Rebeca, logo depois de sujeitar piedosamente diante de Deus a sua missão. Eliezer (tipo do Espírito Santo) conquista o coração de Rebeca lhe falando de Isaque. Assim também faz o Espírito Santo com respeito a Cristo. Ele dá testemunho de Cristo fazendo que todas os olhares se pousem nele. A revelação que o Pai faz do Filho pelo Espírito Santo constitui o fundamento de toda experiência espiritual.

Rebeca se enamora por ele, e não só pelo testemunho de Eliezer, mas também pela exibição de sua riqueza. Ela ostenta e desfruta antecipadamente esses dons de amor. (Não desfruta a Igreja hoje antecipadamente as riquezas de Cristo?). Pelo testemunho de Eliezer o coração de Rebeca se prende ao de Isaque e se desvincula de seus afetos familiares. O coração de Rebeca já está em Canaã e não mais em Harã. Eliezer fez bem o seu trabalho. Assim o Espírito Santo, quando fala de Cristo, conquista para sempre o coração do crente.

Apenas Eliezer tem a anuência de Rebeca para unir-se a Isaque, ele se vai. Sua viagem não tem outra razão a não ser o de honrar a Isaque e cumprir o seu encargo. O Espírito Santo não centra sua atenção nos dons, mas sim no Senhor dos dons. Eliezer, indo-se com Rebeca, é uma representação do Espírito Santo sendo tirado do mundo. Rebeca não teria agido bem em conformar-se com os presentes. Ela desejou ver seu amado, que tão ricos dons lhe tinha enviado. (Está nosso coração disposto agora a partir para estar com Cristo?).

Isaque, sendo tão rico e nobre, não estava completo sem Rebeca. Assim também Cristo, com tudo, e ser ele quem é, não está completo sem a Igreja. Disto informa a Escritura ao dizer que "a mulher é a glória do varão" (1ª Co. 11:7) e que a Igreja é "a plenitude (ou complemento) daquele que enche tudo em todos" (Ef. 1:23).

Em seguida, "Isaque ... tomou a Rebeca por mulher, e a amou" (Gên. 24:67). Ele não teve nada a ver com a escolha, porque confiava plenamente em seu pai. Assim também o Pai escolhe aos que ele quer e os traz para Jesus, que os recebe, ama-os, e os eleva até a sua mesma glória.

Tudo o que pertencia a Isaque chegou a ser propriedade de Rebeca, porque Isaque pertencia a ela. Diferente de outros patriarcas, Isaque nunca teve concubinas, de maneira que de verdade tudo o que ele tinha era também dela. Isaque foi fiel a sua única esposa, como Cristo o é à Igreja.

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